
Grupo de amigos embarcaram em Campo Mourão, com destino a Coxim (MS), quando houve o acidente. Quatro pessoas se feriram.
Reportagem do G1/Globo confirma que o médico Dairton Legnani, de 64 anos, um dos mourãoenses que estava a bordo da aeronave que caiu em uma área de mata no Mato Grosso do Sul, disse que a fumaça das queimadas do Pantanal atrapalhou a visão do piloto e foi um dos motivos do acidente.
“Não dava muito pra ver por causa da fumaça. Quando baixamos um pouco mais, dava para enxergar. O avião bateu em um ‘areião’, soltou a roda da frente e deu uma flutuada e virou”, disse.
Quatro pessoas estavam na aeronave particular de pequeno porte que caiu por volta das 14h de quarta-feira (15), próximo ao rio Taquari, em uma fazenda de Corumbá, na região pantaneira. Veja vídeo abaixo.
Além de Dairton, o irmão dele, Darci Legnani, que estava pilotando, e outros dois amigos ficaram feridos. Dois deles tiveram fraturas pelo corpo e estão internados no hospital.
O avião saiu do aeroporto de Campo Mourão com destino a Coxim, no estado vizinho. O grupo de amigos viajava a passeio.
Segundo o sobrevivente, ao pousar, o trem de pouso da aeronave quebrou e o avião capotou. A fuselagem ficou retorcida.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB) deve investigar as causas do acidente.
20 horas no meio da mata
Um dos sobreviventes relatou que após a queda, as vítimas esperaram mais de 20 horas para serem resgatadas. Dairton conseguiu caminhar até uma pousada próxima e pedir por socorro.
“Foi feita a comunicação. Disseram para nós que um helicóptero do exército de Campo Grande iria resgatar, e foi o que aconteceu”, disse.
O medo maior dos tripulantes era que a aeronave pegasse fogo.
Fonte: G1/Globo