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Suplementos alimentares são “desperdício de dinheiro”, concluem cientistas

Um novo estudo publicado na revista JAMA Network ressalta os riscos dos suplementos alimentares, que não devem ser considerados como 100% benéficos. O artigo também aproveita para reforçar que não existem evidências científicas de que esse tipo de material proteger contra o câncer ou contra doenças cardiovasculares.

A equipe, composta por 16 especialistas revisou 84 estudos sobre o uso de suplementos alimentares para trazer orientações acerca de medidas preventivas de saúde, como exames, serviços de aconselhamento e medicamentos.

Na prática, a equipe descobriu que os suplementos de vitamina E não tiveram efeito benéfico na prevenção de morte prematura, doenças cardiovasculares ou câncer, e que o betacaroteno — um pigmento convertido em vitamina A no corpo — pode aumentar o risco de câncer de pulmão.

Para a maioria da população (salvo as que possuem deficiências de vitaminas e minerais), os suplementos alimentares são “provavelmente uma perda de tempo e dinheiro”, de acordo com os pesquisadores da Northwestern University.

Suplementos alimentares são “desperdício de dinheiro”, de acordo com grupo de cientistas (Imagem: E_mikh/Envato Elements)

“A maioria das pessoas assume que as vitaminas são completamente benignas, mas podemos ver, em alguns casos, que elas podem ser prejudiciais”, apontam os autores do estudo. Tomar suplementos também pode dar às pessoas uma falsa sensação de segurança, conforme alertam os cientistas.

Como resultado, os suplementos alimentares podem levar as pessoas a renunciar outras medidas mais eficazes para prevenir câncer e doenças cardiovasculares, como a dieta saudável e a prática regular de atividades físicas.

Anteriormente, um grupo de pesquisadores revisou 80 estudos sobre os efeitos do Ômega 3 para a saúde cardiovascular, e concluiu que consumir as cápsulas não reduz doenças do coração, acidente vascular cerebral (AVC) ou morte por essas causas, mas pode reduzir os triglicérides e é eficaz na prevenção de alguns casos de doenças cardiovasculares.

Fonte: CanalTech (com JAMA Network via NewScientist)

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