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Câmeras mostram chegada de autores e vítima de esquartejamento em apartamento no DF; veja

Autor e vítimas entram em prédio por volta de 3h40 - (crédito: PCDF/Divulgação)

A vítima é Sidnei Martins de Oliveira. Ele levou 37 golpes de faca, teve o corpo esquartejado, colocado em duas caixas e descartado em um contêiner

Câmeras do circuito interno de segurança foram cruciais para auxiliar na elucidação da morte e esquartejamento de um morador de rua, de 56 anos, no Distrito Federal, nesta sexta-feira (4/4). As filmagens mostram quase que o passo a passo do crime que chocou os moradores. A vítima é Sidnei Martins de Oliveira. Ele levou 39 golpes de faca, teve o corpo esquartejado, colocado em duas caixas e descartado em um contêiner.

Os dois autores confessos, Gerson de Sousa Basílio, 52, e Augusto César Nunes Romano, 23, foram detidos pelos policiais civis da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo) em pouco menos de sete horas após o assassinato. A primeira filmagem mostra Gerson e Augusto nas imediações do Riacho Mall na noite de quinta-feira (3/4). Os dois teriam passado a madrugada ingerindo bebidas alcóolicas e se juntado com Sidnei. Sidnei era conhecido de Gerson, mas não de Augusto.

Por volta das 3h40, uma câmera do prédio registrou a entrada do trio no edifício. Augusto caminha na frente, enquanto Gerson e Sidnei vêm logo atrás. A vítima usa um chapéu e parece mancar com uma das pernas. Outra imagem só é registrada às 9h33, quando Gerson e Augusto deixam o apartamento sozinhos. “Nisso, eles já cometeram o crime. Segundo o depoimento de Augusto, a ideia de matar a vítima partiu de Gerson”, detalhou o delegado Johnson Kenedy, chefe da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo).

Augusto contou em depoimento que Gerson usou uma faca de serra para desferir 37 golpes na vítima e esquartejar o corpo. Alegou que apenas se encarregou de lavar o imóvel e descartar as caixas com os membros. Por volta de 12h40, a câmera mostra Augusto com uma das caixas. Nesse compartimento estavam as pernas da vítima. O objeto foi deixado em um amontoado de lixo e posteriormente encontrado por um policial civil aposentado, que acionou as equipes.

Fuga e prisão

A segunda caixa, com o tronco, a cabeça e os braços de Sidnei, foram jogados em um contêiner por um funcionário da limpeza do prédio, que não sabia do que se tratava. O homem chegou a ser ouvido como testemunha na delegacia.

Após o crime, Gerson foi para a casa, no Riacho Fundo 1, e Augusto se escondeu na residência de uma ex-mulher, no Recanto das Emas. Para a polícia, não há dúvidas quanto ao envolvimento dos dois no crime. Gerson acumula antecedentes criminais por homicídios e crimes no âmbito da Lei Maria da Penha. Os dois vão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

CORREIO BRAZILIENSE

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