Notícias

Site gratuito restaura fotos de maneira impressionante usando IA

Pesquisadores da Tencent, na China, desenvolveram um algoritmo de inteligência artificial (IA) capaz de restaurar fotografias antigas e com baixa resolução. A solução de código aberto ajuda a recuperar imagens danificadas pela ação do tempo em apenas alguns segundos.

De acordo com os cientistas, a ferramenta batizada de GFP-GAN (Rede Adversária Generativa Facial Pré-Generativa, em tradução livre) consegue corrigir pequenos defeitos sem interferir na originalidade da foto, proporcionando um resultado muito melhor do que outros sistemas disponíveis no mercado.

Essa nova abordagem utiliza uma versão do modelo de IA da Nvidia conhecido como StyleGAN-2 para eliminar ruídos, corrigir vincos causados por dobraduras, destacar detalhes obscuros e aprimorar as cores da fotografia, usando um método descrito pelos pesquisadores como “sistema de adivinhação”.

Quase perfeito

Ao contrário de outras soluções dedicadas ao aperfeiçoamento de fotografias, a GFP-GAN não adiciona novos elementos à imagem. Ela simplesmente limpa o cenário e, quando necessário, preenche algumas lacunas com base em informações obtidas por meio de um banco de dados.

Exemplos de outras ferramentas de restauração comparadas com a GFP-GAN (Imagem: Reprodução/Tencent)

O uso de métricas adicionais ajuda a inteligência artificial a aprimorar detalhes faciais como olhos, boca e nariz. Embora a ferramenta tenha sido criada para tratar imagens antigas e de baixa qualidade, ela também funciona em fotografias digitais corrompidas ou danificadas durante o processo de captura.

Apesar dos resultados impressionantes, os criadores da ferramenta alertam que ainda existem limitações e que o modelo utilizado durante os testes precisa ser aprimorado para evitar distorções que, ocasionalmente, podem causar uma ligeira mudança de identidade da pessoa retratada.

Como usar a GFP-GAN

Uma versão de demonstração pode ser testada gratuitamente no site da GFP-GAN ou baixada diretamente no GitHub. Como possui código aberto, a ideia é que qualquer pessoa possa utilizar o algoritmo para realizar tarefas personalizadas integradas a um novo software.

Segundo seus criadores, um novo modelo mais avançado deve ser lançado em breve, trazendo algumas melhorias ao sistema atual como reconhecimento facial aprimorado, detecção de elementos com baixíssima resolução e capacidade de preenchimento de lacunas com maior índice de acertos.

Via: CanalTech

Print Friendly, PDF & Email

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo