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‘Tomei vacina e fiquei mal’; Entenda que é normal e quais reações podem acontecer

Especialistas dizem que as reações são esperadas e podem ser combatidas com medicamentos comuns, como antitérmicos e analgésicos.

“Tomei vacina contra covid e tive febre, dor de cabeça e diarreia. Isso é normal?” Esta é a pergunta mais comum que vem chegando à redação da Rádio Banda B (AM 550 e FM 79.3). A resposta passa, antes de tudo, pelo fato que toda e qualquer vacina aplicada pode trazer possíveis efeitos colaterais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), após a vacina da COVID-19, as pessoas também podem apresentar quadros de fadiga e calafrios: os sintomas podem aparecer no momento da aplicação ou entre 24 e 48 horas, e cessam em poucos dias.

Segundo a gerente da Clínica Vacinne, a enfermeira especialista em vacinação, Renata Quadros, reações como dor e inchaço no local da aplicação, e até uma febre baixa são comuns em diferentes tipos de imunizações.A enfermeira alerta que as reações são classificadas como leve, moderadas e graves.

“Na maioria dos casos, as reações são leves, com duração de, no máximo, 48 horas, e não colocam em risco a saúde das pessoas”, afirma.

A indicação é observar os sintomas pós-vacina e procurar por atendimento médico caso os sintomas persistam por mais de dois dias ou se intensifiquem, independentemente da duração.

“Cada organismo é diferente e reage de uma maneira. Não tem como prever se a pessoa terá ou não determinada reação”, finaliza, lembrando que não há nenhuma relação entre reações pós-vacinas e diferentes fabricantes das imunizações.

Astrazeneca/Oxford

Febre, fadiga e mal-estar são os sintomas mais comuns para uma em cada cinco pessoas que recebe a primeira dose do imunizante da Astrazeneca, de acordo com os estudos da Fundação Oswaldo Cruz, que participou das pesquisas clínicas no Brasil.

Questionado pela CNN, um dos pesquisadores que atuaram no desenvolvimento da vacina no Brasil, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri afirmou: as reações são esperadas e podem ser combatidas com medicamentos comuns, como antitérmicos e analgésicos.

Desde as fases II e III dos estudos, a vacina já se mostrava ‘reatogênica’, o que significa que sua aplicação poderia gerar incômodo a algumas pessoas. Segundo Kfouri, as reações são mais comuns em pessoas mais jovens e logo após a aplicação da primeira dose.

Nos testes, os voluntários eram medicados com os chamados ‘remédios profiláticos’ a cada seis horas por 24 horas após receberem a vacina, ou seja, junto com o imunizante, os pesquisadores ofereciam medicamentos desses que são encontrados em farmácias, para minimizar os efeitos negativos.

“Em um cenário de pandemia, [melhor] ter um ou dois dias de febre e mal-estar do que ter Covid-19, o benefício [de se vacinar] é muito superior. É um perfil de segurança que nós consideramos adequado, semelhante a outras vacinas como tétano, coqueluche, meningite, que são vacinas também reatogênicas. São eventos transitórios que duram no máximo 48 horas e que se resolvem com analgésicos e antitérmicos comuns, nada de muito especial”, explicou o Kfouri.

Da Banda B

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