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Lula, Guedes e os vagabundos

Por Rodrigo Constantino, na Gazeta do Povo

O jornalista J.R. Guzzo comentou sobre a fala do ex-presidente Lula atacando o ministro da Economia do governo Bolsonaro: “O candidatável Lula acusou o ministro Paulo Guedes de não trabalhar. Não se sabe ao certo quantas horas de serviço Guedes faz por dia, mas em relação à Lula há certeza absoluta: parou de trabalhar aos 29 anos de idade, quando virou diretor de sindicato. Já está com 75”.

Nessa posso ajudar um pouco pois trabalhei com Guedes por seis anos no mercado financeiro: o homem era invariavelmente o último a sair da empresa! E não só para trabalho próprio, para suas análises e leituras, como também por generosidade. Muitas vezes, horas após o expediente, Guedes dedicava seu tempo para conversas (aulas) com seus funcionários. Participei de inúmeras, ávido por conhecimento. Guedes, enfim, é uma máquina de trabalho, que ainda acordava na madrugada para colocar a leitura em dia.

E Lula? Bem, todos conhecemos sua aptidão para a vida mansa, a malandragem, a vagabundagem. Até mesmo a perda do seu dedinho é motivo de suspeita, pois se trata do menor acidente possível para receber aposentadoria integral pelo trabalho de metalúrgico. Lula preferia subir em palanques, gritar bravatas sensacionalistas, pregar greves e fazer acordos com patrões que o beneficiavam acima de tudo. Enxergou desde cedo no esquerdismo sindicalista uma oportunidade de carreira para quem não gosta de trabalhar de verdade.

Qualquer pessoa minimamente decente é capaz de perceber a diferença, admira o espírito público de Guedes e condena o mitômano corrupto que quase destruiu nossa democracia e conseguiu destruir nossa economia. Por que, então, perco tempo contrastando coisas óbvias, rebatendo ataques chulos de Lula a Guedes? Simples: para mostrar como os tucanos “isentões” são capazes de cometer injustiças em nome de seu projeto de poder.

Quando Guedes foi apontado como “Posto Ipiranga” de Bolsonaro ainda na campanha, alguns “liberais”, que hoje se mostraram capachos de tucanos, comemoraram, mas alertaram que os “integralistas” do núcleo duro bolsonarista usariam Guedes para depois fritá-lo e cuspi-lo fora. Dois anos depois, o que temos? Guedes ao lado do presidente, e esses mesmos “liberais” detonando o ministro liberal, mesmo que precisem ficar em silêncio quando alguém como Lula faz críticas absurdas.

As máscaras caíram. Eu sou o “vendido” por defender quem sempre defendi e conheço bem, mas eles são “liberais puros” pois passaram a cerrar fileira com petistas na demonização até da área econômica do governo! Em alguns casos imagino que seja patologia mesmo, o ódio a Bolsonaro cegando essa turma, turvando sua razão. Em outros casos acredito que existam oito milhões de motivos para tal postura bizarra.

E os antibolsonaristas histéricos ainda perguntam: o que fez Guedes?! Poderia apontar uma longa lista aqui, incluindo os vários secretários competentes que ele indicou e que ajudaram a reduzir o peso do estado em nossas vidas, as reformas importantes que foram aprovadas graças ao ministro etc. Mas sei que não estão interessados num debate sincero baseado em fatos. Querem só demonizar Bolsonaro mesmo, obcecados que estão em derruba-lo. E como Guedes continua no governo, o jeito é detonar o ministro junto, ainda que ao lado de um sujeito deplorável como Lula.

Rodrigo Constantino
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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