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Novo decreto determina força máxima da PM contra aglomerações no Paraná

A Polícia Militar (PM) vai reforçar em todo o Paraná o patrulhamento para coibir aglomerações, em especial festas clandestinas, no cumprimento do decreto estadual 6983/2021, publicado sexta-feira (26), para conter o novo avanço do coronavírus. Além disso, o governador Carlos Massa Ratinho Jr (PDS) solicitou às prefeituras que reforcem a fiscalização com suas Guardas Municipais nos municípios.

Não vamos admitir desrespeito com encontros clandestinos, com grande volume de pessoas em festas, em chácaras. Vamos impor multa e prisão. Seremos extremamente severos, em especial com festas clandestinas”, enfatizou o governador na entrevista coletiva em que anunciou as medidas do novo decreto.

Já na primeira noite de vigência do decreto, as forças de segurança tiveram que agir para conter aglomerações. No total, a prefeitura aplicou R$ 120 mil em multas, sendo duas de R$ 50 mil só numa balada no bairro Boqueirão. No Batel, o funcionário de um bar foi preso por desacato quando a fiscalização encerrou aglomeração com cerca de 200 pessoas. No Uberaba, outra aglomeração com 300 pessoas foi encerrada pela Guarda Municipal.

O decreto, cuja validade é até 8 de março, determina a extensão do toque de recolher e da proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas das 20h às 5h do dia seguinte. Além disso, o governo também determinou o fechamento do comércio não essencial, o cancelamento da volta às aulas e a suspensão até o fim de março das cirurgias eletivas – sem urgência.

O secretário estadual de Segurança Pública, coronel Rômulo Marinho, afirma que na primeira abordagem a PM usará o bom senso, orientando quem está descumprindo as regras sanitárias, como no caso de quem não usa a máscara. Se mesmo assim a pessoa insistir no descumprimento, o rigor será usado. “Para comportamentos inadequados, vamos apertar mais, usar a lei. A determinação é para levar quem insiste em descumprir as regras para a delegacia, lavrar boletim de ocorrência e prender se forr necessário”, enfatiza o secretário.

Vale lembrar que em Curitiba a lei municipal 15.799/2021, sancionada pelo prefeito Rafael Greca (DEM) em janeiro, determina multa para quem descumpre as regras sanitárias. No caso de aglomerações, como festas clandestinas, a multa varia de R$ 150 a R$ 500 para pessoas físicas e pode chegar a R$ 150 mil para os estabelecimentos.

Em janeiro, um encontro com 400 pessoas em uma chácara gerou duas multas de R$ 50 mil: uma para o proprietário do imóvel e outra para o organizador do evento. Na noite de quarta-feira (24), a fiscalização municipal com o apoio da PM encerrou um culto religioso com 2,5 mil fiéis no bairro Batel, na capital. Os pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus, responsáveis pelo evento, foram levados ao Primeiro Comando da PM, onde assinaram termo circunstanciado.

Da Gazeta do Povo

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