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Empresário joga água em morador de rua e gera revolta em Londrina; veja o vídeo

As imagens mostram o momento em que o empresário joga água em um morador de rua para expusá-lo da frente de um restaurante

Nesta sexta-feira (2), um vídeo gravado no dia 28 de setembro em Londrina, no Norte do Paraná, viralizou nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que um homem joga água em um morador de rua, em frente de um restaurante de comida árabe, no centro da cidade.

O vídeo mostra então o morador, que aparenta ter mais de 60 anos, recolhendo as poucas coisas que carrega para sair do local. A atitude revoltou muitas pessoas. Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução/Whatsapp

O vídeo também foi compartilhado pelo Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti), em sua conta do Instagram e já tem mais 80 mil visualizações, se aproximando dos 3 mil comentários de usuários indignados com a atitude.

“Inacreditável. Londrina/Paraná. O retrato do Brasil”, comentou o padre com mais de 255 mil seguidores.

A versão dos comerciantes

Em entrevista ao Balanço Geral Londrina, o dono do restaurante árabe, que aparece rapidamente no vídeo jogando água, deu a versão dele do episódio.

“Eu não machuquei ninguém, não denegri ninguém, não agredi ninguém. Eu só joguei água aqui [na calçada] e fui lá dentro para pegar quiboá e detergente. Joguei para vir limpar porque eu preciso trabalhar”, comenta.

Segundo ele e outros comerciantes, muitos estabelecimentos já tentaram ajudar o morador de rua, mas ele recusou. “Tem sido uma situação muito difícil para nós. A gente não tem apoio nenhum, essas pessoas rejeitam serem cuidadas”, disse outra comerciante.

“A Rua Maranhão está muito feia. Você chega oito horas da manhã e muitas pessoas estão tomando cachaça, muitos pedintes descendo a rua, denegrindo a nossa imagem”, comenta o dono do restaurante árabe.

A versão da Prefeitura de Londrina

A Secretária de Assistência Social de Londrina, Jacqueline Micali, explicou que o senhor que aparece no vídeo é atendido pela Prefeitura de Londrina há alguns meses.

Segundo ela, o morador de rua tem família, mas os familiares encontram dificuldade para ajudar o indivíduo por conta de problemas com substâncias ilícitas e, também, de saúde mental. Na quinta-feira (1º), ela alegou que o morador de rua foi abordado para ser encaminhado para um local de acolhimento, mas não aceitou e acabou indo embora.

Micali reforça que não existe possibilidade alguma de retirar uma pessoa à força da rua. “Ela só pode ser apreendida se estiver cometendo um ato infracional”, finaliza.

O que diz a Acil

O superintendente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Rodrigo Geara, se manifestou sobre a atitude do comerciante com o morador de rua. Para ele, é necessário que exista diálogo nestes casos.

“Nós orientamos sempre que quando um comerciante se deparar com algo assim, que ele converse e oriente ele [o morador de rua]. A nossa recomendação é sempre o diálogo e buscar a orientação com as autoridades, com a Prefeitura e a Secretaria de Assistência Social”, comenta.

Manifestação de apoio

Um grupo de pessoas se reuniu em frente ao estabelecimento para realizar uma manifestação nesta sexta-feira. Nos cartazes fixados na parede do restaurante, haviam frases como “Pessoa em situação de rua quer moradia, trabalho, vida digna e RESPEITO!” e “Gente em situação de rua é GENTE”.

Do RIC Mais

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