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Filhos inseguros? Conheça alguns hábitos dos pais que levam a esse comportamento

Ninguém é perfeito e todos sabemos disso. E o intuito desse conteúdo e tantos outros que publicamos aqui no Sempre Família não é lançar sobre vocês, pais, todo tipo de culpa por esse ou aquele erro de percurso na criação de seus filhos. Queremos ajudá-los sempre a reverem atitudes que podem impactar negativamente nas suas crianças.

E esses impactos podem ir desde algo grande como um divórcio até situações do dia a dia como a maneira como vocês lidam com seus filhos em um momento de alto estresse – quando todas as crianças estão na sala brigando e vocês têm uma reação explosiva para acabar com o problema, por exemplo.

Aqui listamos cinco atitudes que comumente os pais têm em relação a seus filhos e que podem gerar insegurança. Lembrando que podem não ser ações de caso pensado. Elas podem vir da sua cultura familiar, serem resultado do momento de vida que se está passando, etc. Caso você se identifique com alguma delas, reveja seus passos e seja firme em uma mudança. Os frutos a serem colhidos terão um novo sabor.

  1. Reações exageradas

As crianças são imprevisíveis e suas ações têm consequências não apenas para elas, mas também para seus pais, o que pode tornar o dia a dia mais estressante. Quando os ânimos da família estão exaltados, as reações exageradas podem aparecer. Gritos, palavras mal colocadas, uso da força física.

É importante tentar exercitar ao máximo o domínio próprio, para que a correção dos filhos, diante de um erro, serja assertiva. Quando percebem que também os pais são instáveis em suas emoções, as crianças se sentem inseguras em relação ao que sentem também.

Controlar suas emoções em vez de deixar que elas o controlem é um grande passo a ser dado. Por não ser fácil, deslizes acontecerão, mas observe o motivo que o fez explodir com seu filho e verifique se aquela emoção tem relação com ele ou com outro fator externo.

2. Falta de firmeza nas ações

Ser consistente em seus relacionamentos torna você mais confiável. Quando os pais mostram inconsistência naquilo que fazem em relação ao filho ele se sente inseguro. Não prometa ir a determinado lugar se vocês não vão. Não diga que vai comprar algo se não há possibilidade de fazer isso num futuro próximo.

O mesmo vale para limites. Ameaças não resultam em disciplina. Se quer que as crianças se disciplinem, então lhes explique o que fizeram de errado, o que é certo e os conduza àquele novo habito. Mostre a eles a importância de se manter a palavra. O que você diz ou faz parece insignificante, mas não esqueça que para elas a sua palavra é a referência.

3. Ter um relacionamento turbulento com seu cônjuge

A noção de relacionamento romântico que seu filho terá no futuro, virá em grande parte do que ele vivenciou em casa ao observar seus pais. A criação de filhos não passa só pelo relacionamento direto com eles, mas pela maneira com a qual você se relaciona com seu parceiro, com seus pais, com seus irmãos. Tudo é referência para os filhos.

Quando os filhos percebem solidez no casamento dos pais, sabem que ali é lugar de segurança. Eles entendem que a casa em que vivem e os braços dos pais são o refúgio onde eles podem se encontrar.

4. Estimular o valor baseado no desempenho

É importante que seu filho saiba que o valor que eles têm para você não depende do seu desempenho. Basta pensar na carga que você recebe no trabalho, com metas que se baseiam no seu desempenho. E você é um adulto com uma bagagem de vida muito maior do que a de uma criança e que pode lidar melhor com suas emoções.

Portanto, lembre-se de elogiar quem é o seu filho e não o que ele faz ou deixa de fazer. Não há nada pior do que conviver com a sensação constante de que você precisa dar algo “palpável” a alguém, para ser amado. Principalmente quando esse alguém é um pai ou uma mãe.

5. Criticar em excesso

Essa dica vem na esteira da anterior. Os filhos vão querer ser aprovados por seus pais, claro! Mas reforçamos que isso não deve ser feito pelo desempenho dele e sim por quem ele é. Portanto, escolha as palavras que vai usar no momento de estabelecer regras e corrigir falhas.

Você pode dizer uma só palavra que pode martelar por anos na cabeça de seu filho reforçando que ele não é capaz de desempenhar determinada tarefa. Use palavras de incentivo e procure identificar as atividades em que ele se destaca e gosta de realizar. Reforce suas capacidades e o conduza à compreensão de que algumas coisas ele precisará se empenhar mais em aprender, mas que isso não faz dele pior do que os outros.

Do Sempre Família/Gazeta do Povo

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