Sexta-Feira
13/12/2019
Limpar e organizar o ambiente evita aranhas e escorpiões
publicado em: 16/11/2019 - 08:32h

Animais gostam de ambientes quentes e úmidos e têm maior incidência em períodos de calor. Dados de 2018 indicam que no Paraná aconteceram mais de 18 mil acidentes com algum tipo de animal peçonhento.


A Secretaria da Saúde do Paraná orienta a manter os ambientes limpos e organizados para evitar o aparecimento de animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões, serpentes, que têm maior incidência em períodos de calor. Dados de 2018 indicam que no Paraná aconteceram mais de 18 mil acidentes com algum tipo de animal peçonhento.


Os animais peçonhentos, ou animais venenosos, são facilmente encontrados em ambientes como depósitos de resíduos, espaços com lixo e ambientes com muito entulho. Mas também podem ser encontrados em casas, apartamentos, em frestas, atrás de objetos de decoração, como quadros, dentro de malas, sapatos e até em roupas.


Por isso, manter os ambientes livres de materiais desnecessários, organizar sobras de construção e retirar teias de aranhas são ações que auxiliam na prevenção destes visitantes desagradáveis. “A picada de um animal peçonhento pode ser bastante séria. Alguns, inclusive, podem se agravar e levar ao óbito. Pensar na prevenção significa organizar a sua residência”, afirma o secretário da Saúde, Beto Preto.


Ele lembra que a limpeza e organização, além de evitar aranhas, escorpiões e outros destes animais venenosos, também elimina focos do mosquito da dengue. “Ou seja, cuidando bem do entorno, se pode evitar doenças e picadas de animais”, reforça o secretário.


QUENTES - O Ministério da Saúde alerta que animais peçonhentos gostam de ambientes quentes e úmidos e são encontrados em matas fechadas, trilhas e próximo a residências com lixo acumulado. Manter a higiene do local é evitar acúmulo de coisas é a melhor forma de prevenir acidentes.


Entre os 18 mil acidentes registrados em 2018 no Paraná, a maior frequência é de aranhas, com 10.185 ocorrências. Na sequência em número de acidentes aparece o escorpião, com 3318 registros. Abelhas, serpentes e lagartas somam cerca de 4 mil.


TREINAMENTO - O Serviço Estadual de Vigilância dos Acidentes por Animais Peçonhentos da Secretaria da Saúde promove treinamentos de forma contínua para manter os técnicos da área atualizados. No início de novembro foi realizado o curso voltado aos técnicos da área de vigilância da 2ª Regional de Saúde, que envolveu profissionais que atuam na secretaria estadual, prefeitura de Curitiba e dos 28 municípios que fazem parte da Regional. O treinamento foi realizado na Lapa.


Entre os objetivos do treinamento está o de diminuir o número de acidentes no Estado; aprimorar a assistência ao paciente, melhorar a qualidade das notificações; mapear, monitorar e controlar a distribuição dos animais peçonhentos.


Cerca de 70 profissionais participaram da capacitação, realizada pela Vigilância em Saúde da 2ª Regional. A chefe da divisão, Kelly Foggiatto Sinhoca, falou sobre a importância do momento. “Durante uma semana tivemos o treinamento sobre o controle e manejo de animais peçonhentos e foi bastante importante, com aulas teóricas e práticas. Presenciamos e realizamos a captura de algumas espécies de animais venenosos”, contou ela.


399 MUNICÍPIOS - O coordenador do Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, Emanuel Marques da Silva, responsável pelo programa de treinamento, comentou que todos os técnicos no estado estão alinhados ao tema.


“Foi a finalização de uma etapa. Concluímos na Lapa o treinamento dos técnicos de todos os 399 municípios. Sempre alertamos para evitar o óbito, mas como os dados nacionais demonstram, infelizmente tivemos mortes nos últimos anos e nos preocupamos para que não tenhamos mais acidentes fatais relacionados aos escorpiões e aranhas”, disse ele.


A coordenadora da Vigilância em Saúde da Lapa, Juliane Aparecida do Vale, afirmou que o aprendizado será aplicado no dia a dia. “Já atuo na vigilância há oito anos e ainda não tinha a certeza do procedimento adequado a realizar quando recebia os animais. Aprendi a identificar, a fazer a coleta, registro e, muito importante, sobre o uso dos equipamentos de proteção individuais”, afirmou.


Para o biólogo da coordenação de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde, Diogo da Cunha Ferraz,  o registro de animais é de extrema relevância. “Esses dados demonstram se é de importância médica ou não, se precisamos de mais técnicos na área, ou seja, como está de fato a ocorrência no município.”


O programa do curso teve um dia teórico relacionado a questões biológicas e sobre o funcionamento do sistema de notificação dos animais encontrados. A turma foi dividida em duas para a parte prática. Durante dois dias, cada um dos grupos visitou residências, fez busca e coleta de animais peçonhentos. Os técnicos receberam instruções sobre a melhor forma de abate dos animais, identificação e cadastro no Sistema de Informações de Animais Peçonhentos (Sinap).


Denis Xavier de Oliveira, soldado do Corpo de Bombeiros, se deslocou de Antonina para participar do treinamento. “Valeu muito porque pude entender a questão técnica do manejo dos animais e o cuidado com eles. Foi importante participar porque eu compreendi como é o fluxo do cuidado à saúde. Porque mesmo que nós, o Corpo de Bombeiros, não tenhamos relação direta com a saúde, estamos envolvidos também.”


ACIDENTES - No caso de picadas a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente. O paciente deve manter a calma, comunicar algum familiar, contar o que aconteceu, coletar ou ter o máximo de informações possíveis das características do animal e, se possível, fazer uma foto.


A Secretaria da Saúde instrui que a ida ao serviço médico deve ser imediata. É fundamental procurar atendimento médico o mais rápido possível, mesmo o paciente não apresentando sintomas. O atendimento pode ser feito nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24 horas).


Os telefones para contato sobre os animais são:

Curitiba – Centro de Controle de Envenenamentos - CCE – 0800 41 0148

Londrina – Centro de Controle de Intoxicações - CCI – (43) 3371-2244

Maringá – Centro de Controle de Intoxicações - CCI - (44) 2101-9127

Cascavel – Centro de Assistência em Toxicologia - CEATOX – 0800 645 1148

Curitiba – Divisão de Zoonoses e Intoxicações – (41) 3330-4470

Para saber aonde há aplicação de antivenenos, consulte a tabela com todos os locais do Paraná clicando AQUI

Fonte: AEN
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