Quarta-Feira
26/07/2017
Panamericano: PF desvenda mais uma negociata de Lula que denunciamos, ressalta Rubens Bueno
publicado em: 20/04/2017 - 14:30h

Rubens Bueno: Onde Lula põe a mão pode desconfiar


O deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) afirmou nesta quarta-feira (19) que valeu a pena todo o trabalho feito por ele e outros parlamentares em CPIs instaladas no Congresso, em comissões da Câmara e em pedidos de investigação à Procuradoria Geral da República para denunciar a mega fraude patrocinada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que envolveu a compra, pela Caixa Econômica Federal, de quase a metade do Banco Panamericano, do empresário Silvio Santos, dono do SBT. Na manhã de hoje, a Polícia Federal deflagrou a operação “Conclave” para investigar a aquisição de ações da instituição financeira, hoje rebatizada de Banco PAN, pela Caixa em 2009. Os investigadores apuram se houve crime de gestão fraudulenta.


“As denúncias e os diversos pedidos de investigação que fizemos com relação a compra do Banco Panamericamo pela Caixa começam a dar resultados. Trata-se de mais uma negociata patrocinada pelo ex-presidente Lula que gerou um prejuízo de cerca de 3 bilhões de reais. A Polícia Federal, com essa nova operação, confirma uma coisa que sempre alertamos: onde Lula põe a mão pode desconfiar”, afirmou o deputado.


Hoje (19) foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Londrina, Recife e Belo Horizonte. Também foi determinada a quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados. Entre eles estão o irmão de Silvio Santos, Henrique Abravanel, e o banqueiro André Esteves, sócio do BTG Pactual, instituição que comprou o Panamericano após o “saneamento” feito pelo Banco Central por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).


Rubens Bueno lembra ainda que o Banco PanAmericano, por meio de diretores investigados pela Polícia Federal, doou R$ 500 mil para a campanha do ex-presidente Lula em 2006. Esse fato explica em parte o empenho do governo do PT em salvar o banco falido de Silvio Santos. A compra de 49% do capital votante e 20,7% das ações preferenciais pela Caixa Econômica Federal foi fechada em plena campanha eleitoral de 2010, quando Lula recebeu Silvio Santos no Planalto e, de contrapeso, ganhou o apoio incondicional da emissora para a eleição de Dilma Rousseff.


“Trata-se de um baú de irregularidades. Primeiro a Caixa socorreu o PanAmericano e comprou parte do banco. Depois se descobriu que o rombo na instituição era muito maior. Após uma visita de Silvio Santos ao presidente Lula, no meio da campanha presidencial, surge o Banco Central que, num passe de mágica, saca o tal Fundo Garantidor para tapar o buraco. Lula usou a estrutura do Estado para retribuir um favor do passado, o financiamento de sua campanha”, criticou Rubens Bueno.


Só em 2010, um ano após a operação, o Banco Central identificou que a Caixa tinha comprado um banco quebrado e cheio de fraudes. Durante a intervenção no Panamericano, o BC descobriu que a direção do banco fraudava os registros de sua carteira de crédito, processo contábil que inflava em cerca de R$ 2 bilhões seu patrimônio. Outras apurações apontaram que as perdas causadas ao banco atingiam R$ 3,8 bilhões. Nesse rombo havia mais de R$ 1,4 bilhão em crédito que o banco havia vendido a outras instituições que foram mantidos em seus balanços.


Escândalo em plena campanha

Como o escândalo estourou em plena campanha de 2010, Lula determinou que o Banco Central intervisse. Assim, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é mantido pelos bancos, realizou uma ação incomum no mercado e injetou R$ 2,5 bilhões no banco que ainda era controlado por Silvio Santos. A manobra foi denunciada por Rubens Bueno e outros integrantes da oposição.


Posteriormente, o BTG Pactual, de André Esteves, se acertou com o FGC e, em 2011, adquiriu o PanAmericano por R$ 450 milhões. A fraude obrigou os sócios a fazerem novos aportes para salvar a instituição e a expectativa era que o Pan voltasse a ter lucro nos dois anos seguintes, o que não aconteceu.

Fonte: Da Redação com Assessorias
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